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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Show, don't tell - O que é, como, quando e por que utilizar...

Você já ouviu falar da expressão “Show, don’t tell”?


Numa tradução literal isso significa “mostre, não conte” e é um conselho que o escritor russo Anton Tchekcov deu sobre escrita. Quer dizer basicamente que, na escrita de ficção, mostrar com detalhes e descrições o que um personagem está vendo, sentindo ou fazendo proporciona, para o leitor, uma experiência de imersão maior na história.

Há quem defenda essa técnica e quem a julgue, eu sou do time que a defende, mas tenho minhas observações acerca disso e elas podem ser resumidas em um único ponto:


1 – Nem tudo precisa ser mostrado ao invés de contado.


O que você precisa é saber quais cenas contribuirão mais para sua história e a construção dos seus personagens ao serem contadas e quais cenas precisam ser necessariamente mostradas.

Para isso, você precisa desenvolver uma habilidade essencial: escrever uma cena consciente do efeito que deseja produzir em quem a ler. Não basta simplesmente narrar o que está acontecendo, entende? Sem levar em conta o objetivo por trás daquela cena, o que os personagens estão sentindo, o que o seu leitor precisa enxergar e sentir etc.

O leitor não procura apenas uma sucessão de fatos e cenas quando pega um livro. Ele quer ser envolvido pela história e pelos personagens, quer sentir aquela necessidade básica de descobrir o que vai acontecer no próximo capítulo, quer uma narrativa que o faça desejar acompanhar a história.

Essa conexão do leitor com a sua história, na maior parte das vezes, depende da sua capacidade de escolher os efeitos que cada cena deve produzir e da sua habilidade de escrever para produzir esses efeitos no seu leitor.


Você quer que o seu leitor acredite que há sentimentos entre os seus personagens? Que seu personagem está apaixonado ou com raiva? Quer que seu leitor se veja naquela cena? Dê à imaginação dele os elementos necessários para isso. Não precisa descrever\mostrar tudo o que há na cena, porque você corre o sério risco de mostrar coisas desnecessárias e deixar seu leitor entediado, pulando linhas e parágrafos durante a leitura.


O segredo de uma boa descrição, como diz Francine Prose, está em selecionar os detalhes que são realmente relevantes e mostrá-los aos leitores. Teste isso. Mostre ao seu leitor os detalhes realmente importantes para aquela cena, aqueles que fazem diferença no cenário, aqueles que a um espectador desatento não são visíveis. Faça seu leitor enxergar coisas que ele não veria sozinho se você simplesmente contasse a ele, entende?

Esse é o segredo do mostrar. Explorar sensações e detalhes que fugiriam ao leitor se aquela cena fosse simplesmente contada.


Mas, Mary, como eu consigo mostrar algo ao invés de contar?


A escritora Cláudia Lemes dá uma dica que acho MUITO útil. No livro Santa Adrenalina, ela diz algo nesse sentido: antes de escrever a cena, feche os olhos e imagine-se nela. Use seus sentidos: O que você vê? Que cheiros você sente? O que ouve? Qual a sensação de estar nesse lugar? Ele te provoca medo ou deve provocar medo ao seu personagem? Por quê? Quais as respostas involuntárias do seu corpo (suor, arrepio, tremor, sensação de perigo, necessidade de autopreservação, coração acelerado)? E as voluntárias (passos vacilantes)? O que realmente te chama atenção nesse lugar? Você consegue tocar algo? Qual a textura? E o clima? É úmido, seco ou você sente calor?

Todas essas perguntas, ao serem respondidas durante uma narrativa, podem ajudar a aproximar seu leitor da cena, mas mostrar esses detalhes ao invés de contá-los é algo mais subjetivo. Seria algo como:

Ao invés de dizer que um personagem está com medo ou nervoso, torne-o ciente do filete de suor frio que desliza lentamente pela coluna dele... do aperto cada vez mais opressivo que ele sente no peito, do ar que parece se tornar pesado e que dificulta a sua respiração. Ao invés de dizer que ele está feliz, mostre como as covinhas dele se aprofundam e parecem iluminar seu rosto quando ele sorri, ou como um ricto suave se distingue em sua feição, faça seu leitor enxergar que os olhos do seu personagem cintilam de uma maneira diferente, faça seu leitor sentir seu próprio peito expandir de alegria durante uma respiração profunda e aliviada ou faça-o perder o ar enquanto ri e chora de felicidade junto com seu personagem.


Isso é mostrar. Isso aproxima o seu leitor do seu personagem, de uma cena e até da sua história. Isso é capaz de produzir efeitos com mais facilidade que simplesmente contar que “fulano estava com medo”. Faça seu leitor identificar os sinais de medo no seu personagem. Ou os sinais de que está feliz ou apaixonado. Faça-o enxergar esses sinais mesmo quando seu próprio personagem não os enxergar.


Seja também cuidadoso ao escolher que detalhes quer mostrar, seja seletivo. Os que realmente importam são os que de fato ajudarão sua história a caminhar para frente e seu leitor entender por que aquele momento é importante.


Mostre os detalhes certos, na hora certa, para produzir os efeitos que condizem com cada cena. Isso tornará sua narrativa mais dinâmica e, certamente, facilitará uma conexão entre um leitor e sua história.


quarta-feira, 19 de agosto de 2020

O que aprendi editando meu livro novo? (Srta. Wright)?

Hey! Depois de muito tempo, voltei, hein?

Hoje vim falar com vocês sobre algumas coisinhas que aprendi com a revisão/edição do meu último livro concluído! Quem me acompanha pelo instagram já viu alguns conteúdos sobre isso, mas decidi colocar aqui no blog esse em especial.

Vamos lá?

sexta-feira, 26 de junho de 2020

#3 Agentes Literários - Especial para escritores iniciantes


Oie! Voltei <3
Que tal falarmos hoje sobre os agentes literários? A Barb mencionou eles na entrevista dela e talvez alguns de vocês, que acompanham o blog, se perguntem como chegar a um agente literário, quando fazer isso, o que esse profissional espera de um autor, o que faz, quanto cobra, etc. Tentarei responder essas perguntas e espero que ajude vocês de alguma maneira ;)

sexta-feira, 12 de junho de 2020

#Entrevista com autor - Especial para escritores iniciantes


Eis-me aqui novamente, com outra entrevista, como prometido!

Fiz o máximo que pude para diversificar as trajetórias contadas aqui, escolhendo escritores que seguiram caminhos diferentes uns dos outros e que conseguiram se encontrar, formar seu público e publicar seus livros seguindo seus objetivos.

A Barb tem uma trajetória bem diferente da minha e da Mari, por exemplo, e eu, pessoalmente, adorei conhecer um pouco mais sobre ela e aprendi muito com o que ela compartilhou aqui também! Espero que entendam que não estou tentando mostrar UM caminho que dará certo, não! Meu objetivo é mostrar que existem VÁRIOS caminhos, que depende do que você deseja alcançar respondendo aquelas perguntinhas que eu já fiz aqui no blog (post da sexta-feira passada).

Perceba que você precisa descobrir o que quer e traçar seu próprio caminho seguindo seus objetivos. Daremos dicas, dividiremos o que deu certo para nós (e que pode dar pra você também!), mas é o seu caminho que você trilhará, tá? Não esquece disso!

Enfim, vamos à entrevista <3

segunda-feira, 8 de junho de 2020

#Entrevista com influenciador digital - Especial para escritores iniciantes

I'm back!
Hoje temos uma entrevista especial, com uma influenciadora digital e entusiasta da literatura! Ela deu VÁRIAS dicas incríveis, aproveitem <3
Na sexta-feira vou liberar a entrevista dela enquanto escritora e essa também está cheia de dicas para autores iniciantes! Espero que gostem ;)

Vamos à entrevista!

© Hey, Mary Oliveira! – Tema desenvolvido com por Iunique - Temas.in