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domingo, 8 de março de 2020

Bloqueio Criativo: dicas para sair dele!


Decidi dar uma passadinha aqui rapidinho pra compartilhar com vocês um pouquinho mais do meu processo de escrita. Algo que acontece com mais frequência do que eu gostaria e que me trava, às vezes por dias/semanas (dependendo de como está meu tempo para escrever).


BLOQUEIO.

Essa palavrinha é o terror de quase todo autor e/ou profissional que trabalha com a criatividade.
Não é uma questão de não ter inspiração. É uma questão de simplesmente não produzir nada ou produzir algo que não te satisfaz, que não condiz com o que você planejou ou com o que os personagens "aceitam" (no meu caso). Já aconteceu de eu saber tudo o que precisava acontecer numa cena e não conseguir escrevê-la mesmo assim ou escrevê-la e sentir que está horrível, que eu estou forçando e que o texto está ficando forçado também. 
Nenhum momento é exatamente igual para mim. Às vezes o bloqueio é porque a minha mente não tá conseguindo concentrar como deveria, às vezes é porque não estou num bom momento comigo mesma e não consigo gostar do que produzo, às vezes é porque ainda não estou completamente certa sobre tudo o que precisa acontecer e preciso pensar e planejar um pouco mais, às vezes é porque os personagens se recusam a aceitar seus destinos impostos por mim (sim, acontece. E adivinham de quem é a última palavra no fim?!), e também pode acontecer porque eu não estou lendo como deveria. Sim, exatamente isso. A leitura é o principal alimento de um escritor. Se ele não lê muito, se não se alimenta de textos bem escritos, de parágrafos bem elaborados, de frases e analogias bem pensadas e desenvolvidas, o texto que ele produz vai sofrer as consequências disso.

Mas o que eu faço nesses casos?

Nesse último, eu procuro um livro para ler. Um que certamente eu já li e amei, um em que a escrita do autor me conquistou.
Também acontece de eu continuar forçando a escrita mesmo que sinta que o texto está ruim. Mesmo que eu precise excluir tudo depois, ou reescrever, eu tento enviar uma mensagem para o meu cérebro: continue, apenas continue até sentir que está produzindo algo de que goste. 
Acontece muito também de eu simplesmente dar um tempo. Não abandonar completamente o texto, mas de dar um tempo dele e continuar trabalhando em tudo o que vem antes dele: o planejamento da cena, o planejamento do arco da história que estou ajudando a desenvolver com essa cena, repenso a importância dela, outras possibilidades de desenvolvê-la (sob outra perspectiva ou com foco em algo diferente); me distraio um pouco, procurando músicas ou filmes que me inspirem (essa já não dá tão certo comigo, minha mente já entende que é uma tentativa de encontrar inspiração e veta a tentativa); releio os capítulos anteriores para tentar pegar o "ritmo" da história de novo ou (como já aconteceu) tentar entender porque o meu personagem não quer fazer o que eu preciso que ele faça ou agir como eu preciso que ele aja.
São muitas possibilidades. Tenho certeza que existem milhares de outras que ainda vou aprender com o tempo, mas o importante é saber que esses momentos existem e que ao invés de vê-los como empecilhos para o desenvolvimento do seu livro, você pode enxergá-los como uma chance de refletir melhor sobre o que está fazendo, o que pretende fazer e sobre como pretende fazer. É mesmo o melhor ou único caminho? É mesmo necessário?
Acho que com tudo isso eu queria dizer apenas que: você não está sozinho, querido colega de profissão. Estamos em barcos diferentes, mas passando pela mesma tempestade em alto-mar. Tentando descobrir maneiras eficientes de lidar com esses momentos de dificuldade e aflição. Não desista


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